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Novembro de 2005 - Ano 3 - Revista nº
28
Abadá, corte e costura
Micareteira esperta sabe que transformar
o uniforme da festa em uma peça charmosa
faz a diferença na hora da folia

Como em toda grande festa, o uso do traje, no caso o abadá,
é obrigatório nas micaretas. Mas se os meninos ficam
satisfeitos em vestir a peça do jeitinho que ela é,
as meninas adoram inventar moda. Literalmente. Micareteira de
fé sabe customizar o abadá para criar uma peça
que só ela estará vestindo. Para ajudar a ala feminina
a fazer bonito no Rio Axé, dia 20, a Revista da FM O
DIA foi buscar ajuda profissional.
A graça é deixar o abadá ficar bem
diferente, ele tem que ser como uma identidade. Tem gente que
gosta mais curto, mais apertado, com brilho, cortado, conta
a estudante Ana Carolina Nascimento, 17 anos. Ela e a amiga Leandra
Gonçalves, 22, já perderam a conta de quantos abadás
customizaram. É uma forma de brincar e entrar no
clima da festa, diz Leandra, lembrando que em algo tão
sagrado como um abadá, nada se joga fora. Se
depois de transformar a peça em um top, por exemplo, sobrar
pano, por que não fazer uma minissaia? E além de
servir para a farra atrás do trio, ela poder virar roupa
de praia.
Os meninos
não customizam o abadá, mas adoram reparar nas modas
que as meninas inventam
Tanta criatividade, é claro, ainda ajuda na azaração,
que costuma rolar solta nas micaretas. O abadá é
uma coisa mais masculina. Por isso, acho bem legal as mulheres
darem um toque especial. Fica mais bonito, diz o estudante
Eduardo Alves, 23 anos. Quem também gosta de um abadá
mais estilizado, é o publicitário Raphael
Rianelli. Gosto dos abadás mais justos, fica mais
feminino. Mas aqueles que têm brilho não são
muito legais, opina.
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